terça-feira, 30 de maio de 2017

GUERRA NO MÉDIO ORIENTE

GUERRA NO MÉDIO ORIENTE

Quanto tempo a guerra,
quanto tempo a morte,
quanto tempo a desdita
de ser-se abandonado.
Caem as máscaras,
acerta-se o passo,
centra-se a mira, dispara-se
Corpos caindo, sangue jorrando,
a guerra selvagem,
cadinho de interesses
tantos ceifando.
A terra violentado
grita: paz.
As palavras ocas repetem-se,
continua a negrura
em nome da prosperidade do G 7.
Ninguém enterrará as vitimas,
nem uma flor
nas suas mãos hirtas,
só cheiro pútrido
de quem está mais morto

que os mortos.

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