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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

DOMINGO

Fidel Latiesas
DOMINGO

Sentados
olhámos o tempo
na onda a rebentar,
os estremeceres fortes
dos seixos a rolar,
ferimos os pés descalços
correndo na areia grossa,
num domingo arrepiado,
sem mesa lavada,
sem assado de galinha,
sem terrina de aletria,
dourada, a transbordar!
Sorrimos, cumprimentámos,
conhecidos e desconhecidos,
forçamos as órbitas
de tanto querer o mar!
Corpos dourados a passar,
sopra um borbulhar quente,
o sol queima por dentro
e fica a semana inteira!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

DOMINGO



Victor Silva Barros
DOMINGO

Domingo
olhei pela janela
do quarto,
espreitei a rua estreita,
o café da esquina,
não te vi!
Memórias
é o que te traz
com o cabelo
despenteado,
ar cansado,
mas sempre pronto a lutar!
Segurei-me na cadeira,
li-te,
um  percurso sinuoso,
caindo, levantando,
mal amado,
prosseguindo!
Exististes,
aprendemos contigo,
sonhámos a partir de ti!
Do lado de lá da morte
não há jardins,
árvores de fruto,
olhos azuis!
A memória traz-te,
a pele tem um cheiro
raro,
a maresia,
o olhar, o rir,
ficou em nós!