Mostrar mensagens com a etiqueta VIDA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta VIDA. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de maio de 2019

VIDA


Collado
VIDA

Colocam-nos um nome
ao nascer
nome que não se encaixa
e de que não sabemos a história.
Registam-nos
com os apelidos da família
que se agarram,
se colam como letreiro
em cobertura de autocarro.
Pensam para nós destinos,
orientam-nos na vida
no leme dos seus sonhos.
Não nos querem actores,
músicos ou malabaristas.
Põe-nos no altar mais alto,
somos santos à força
e vetam-nos os pecados.
Dão-nos vagas esperanças
de uma carreira, vida boa,
não falam de percalços,
de desgostos e lágrimas.
Frisam o céu
como corolário perfeito,
depois da morte imperfeita
o resumo de nós
em três linhas mal alinhavadas.
Memórias livres de fantasmas,
educadamente
chamam-nos boas pessoas.
Flores só no aniversário
presas em ramos, laçarotes
com forma e garrote
para que durem, durem,
tal qual a eternidade.
O nosso pousio é alegre e triste
conforme o ângulo
em que voam os pássaros.

sexta-feira, 21 de março de 2014

VIDA

J. Eliseu
VIDA

A vida é tudo
o que está nas coisas
e o que não está!
É a horta coberta
de legumes verdes,
as fruteiras diversas
cheias,
as rosas explodindo
por entre os espinhos,
o oceano inteiro,
a Ucrânia ferida,
interesses alheios,
o medo dos ucranianos,
a guerra iminente,
os mercenários pagos!
A pueril opinião
dos comentadores
de profissão!
As coisas que sentimos
e as ocultas
que  fazem de nós números
prontos a abater!
A brevidade dos actos,
a eternidade
que há no direito
a amar!
Nestes desequilíbrios
provocados,
há sempre alguém
que cantando
acorda os adormecidos
e os desperta
para lutar!

domingo, 14 de março de 2010

VIDA

PACO RAMOS
in:http://artistasgalegosnoporto.blogspot.com/

Espalha – se pela cidade
em muros brancos e vazios
onde loucos escrevem as suas histórias!
São Grafitis, Banda Desenhada,
Poemas, Mensagens,
em tarjetas:
Amo – te Ana!
Pela calada da noite,
o tempo gasta – se em beijos molhados
dados ou vendidos
em bocas loucas
que param em cada esquina
para reinventar - se!
De bares esconsos
saltam seios de decotes
indecentes,
gasta – se em cada copo
alguns medos
e contam – se segredos
outrora fechados!
Já cansados
penduram no trinco das portas
os sonhos
e os ponteiros do relógio,
e tudo volta a ser igual
no dissipar do nevoeiro matinal!