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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

RELÓGIO

Coladdo

RELÓGIO  

Parou o relógio,
o tempo não flui
pendurado
nos ponteiros silenciosos.
Falta o bater das horas
a lembrar
que existimos
nesta correria louca
de fabricar vida
a olhar pela vidraça
da janela embaciada.
O pêndulo inerte
não descreve o meio circulo
em dança coreografada.
Parou nas doze horas
de um dia aziago
assim ficou mudo e quedo.
Num golpe de saudade
foi consertado,
colocado no lugar.
Eis o guardião do tempo,
a lembrar dia a dia
a brevidade da vida
que se acaba
a cada minuto rodado.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

JARDIM DA CORDOARIA

Coladdo
JARDIM DA CORDOARIA

Velhas árvores alinhadas,
verde escuro, amusgadas,
alindadas, deformadas,
dando personalidade
ao Jardim da Cordoaria.
Protótipos de outras
servindo de forca
a contestatários
envolvidos em lutas bravas
e míticas revoluções.
Por hora, desejosas,
do Outono envergonhado,
soltam dos ramos
folhas leves, secas,
pintadas de arco-íris.
São ainda casa de pássaros
sem acesso a calendário,
permanecem,
guiados pelo calor fora de época.
Um sem abrigo encosta-se
a umas raízes expostas,
tira do saco um pão seco,
o resto de um queijo encetado
e almoça num silêncio frio.
O dia esvai-se,
o jardim escurece,
as formigas trabalhadeiras
limpam as migalhas.

RELÓGIO

Coladdo
RELÓGIO

Parou o relógio,
o tempo não flui
pendurado
nos ponteiros silenciosos.
Falta o bater das horas
a lembrar
que existimos
nesta correria louca
de fabricar vida
a olhar pela vidraça
da janela embaciada.
O pêndulo inerte
não descreve o meio circulo
em dança coreografada.
Parou nas doze horas
de um dia aziago
assim ficou  mudo e quedo.
Num golpe de saudade
foi consertado,
colocado no lugar.
Eis o guardião do tempo,
a lembrar dia a dia
a brevidade da vida
que se acaba
a cada minuto rodado.