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terça-feira, 7 de novembro de 2017

HÁ DIAS ASSIM

Collado

HÁ DIAS ASSIM

Quebrar,
não conseguir segurar
os pedaços.
Não adiantar soluções,
esperar
as voltas que a vida dará.
Quedar-se no vazio,
não subir à tona,
Admitir amos no mundo,
senhores de nós.
Não gritar
adormecer no caos nascente,
Ser definitivamente
ausente,
aceitar as mentiras,
falsos caminhos,
malévolos destinos.

quarta-feira, 9 de março de 2016

HÁ DIAS ASSIM

Collado

HÁ DIAS ASSIM  

Às vezes,
em certos dias,
não acontecendo
nada de relevante,
sorrimos,
sentimo-nos felizes.
A felicidade
e uma coisa pequena,
uma criança reguila
correndo
por entre as pernas
dos transeuntes,
folhas das árvores
caindo
pintadas de Outono,
uma leve brisa
levantando a saia
da garota linda,
espreitando 
o bolo colorido
da confeitaria da moda,
no casal de namorados
trocando beijos apaixonados
surdos aos ditos brejeiros
de quem passa.  

terça-feira, 3 de novembro de 2015

HÁ DIAS ASSIM

Collado

HÁ DIAS ASSIM

Estou com dores de cabeça,
desligo a televisão,
instala-se o silêncio,
de súbito,
um automóvel pára,
na rua vergastada pela chuva.
A chuva não tem intermitências,
seguro a cortina,
de revés espreito pela janela.
Um par seródio
de namorados fora de época,
recosta os bancos,
esquece o temporal
e amam-se,
mesmo ao pé da porta
deste recatado bairro.
Volto para dentro,
conecto o canal Hollywood,
fita por fita
prefiro a do ecrã

no quente da minha sala.