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terça-feira, 17 de julho de 2018

DIA DE TEMPESTADE


Collado
DIA DE TEMPESTADE

O mar em fúria
explodindo em sal e bruma,
eleva-se do leito
e cresce, cresce,
submergindo o grande areal.
Ao longe encolhem-se os navios,
no ronco da tempestade,
a quilha descreve meias luas,
o negro do céu
anuncia mais vento, mais chuva,
empurrando os barcos
sabe-se lá para onde.
Sem solução à vista
concertam-se as comunicações,
Santa Bárbara nos acuda,
não há engenho que resista
quando a Terra se agiganta
semeando desespero.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

DIA DE TEMPESTADE


António Lino
DIA DE TEMPESTADE  

O céu acordou violento,
ribombeia o trovão
estala o relâmpago,
fala a natureza.
O vento arrasta as folhagens
como se arrasta a vida
não fazendo sentido.
Claridade, escuridão,
sombra, ilusão
é tudo o que traz

este dia cinzento.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

DIA DE TEMPESTADE

Collado

DIA DE TEMPESTADE

Silenciosa é a noite
embalada pelo vento forte,
não piam pássaros,
as estrelas escondem-se.
Não é intenso o luar,
as flores fecham-se.
Ribombam os trovões,
riscam os relâmpagos a atmosfera,
abrigam-se as víboras
nos buracos
das paredes viscosas.
Cheira a terra molhada,
como é bom estar sentada
na sala quente
a ver de longe a tempestade
bebendo uma chávena
de chá quente.