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terça-feira, 27 de novembro de 2018

UM DIA DE CHUVA

Carlos Almeida
UM DIA DE CHUVA  

Os pássaros voam baixo,
a cidade enegrece,
os lampiões cintilam
nos intervalos das casas.
Os passos apressam-se
ocultando a beleza da arquitectura
secular e sólida
com granito e vozes garridos.
Tanta chuva, mês de Novembro,
os gatos escafedem-se
em buracos de muros
abraçando edifícios
votados a soçobrar.
Os turistas fugidios
arrastam as capas longas,
entram nos cafés iluminados,
pedem do vinho de Porto,
rabanadas doces
envoltas em calda de fruta fresca.
Não se atrevem, por hora
a enfrentar a chuva gelada,
o silêncio da cidade molhada.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

MAR

Carlos Almeida

MAR  

Olhando o mar
como se olhou ontem,
anteontem.
Metade do corpo
está no mar.
Sal, água,
ondas, marés,
maresia, por do sol.
Extasia a imensidão,
a aventura, a partida,
o sonho,

a continuação da vida.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

EXPLICAÇÃO

Carlos Almeida
EXPLICAÇÃO

Explicar-me quem sou
é impossível,
sou um turbilhão
entre a realidade e o sonho,
mais convulsão que estabilidade!
Não há explicação
para o inexplicável,
nasci onde não devia,
sou o que não devia ser!