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quarta-feira, 20 de maio de 2015

AMOR

Eduardo Viana

AMOR  

Os corpos fremem,
indomáveis e audazes,
cavalgam por entre as urzes,
percorrem o caminho do desejo.
Abrem as narinas,
sentem
o amor acontecido.
Quase leves,
quase felizes,
bebem num gin
o último frémito do dia.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

AMOR

Domingos
AMOR

Amar-te é como
planar num  cometa,
algures entre a alma
e o fogo,              
pretendendo secretamente
que nasça num deserto
um rio,
saindo de vez em quando
do leito,
saciando redes de infinito!
Amei-te desde que te vi,
no fim de uma tarde,
ao arredar a cortina
do seu sítio!
Olhei,
corrias para o autocarro
vazio,
compenetradamente,
como quem precisava,
meticulosamente,
de  chegar a qualquer lado!
Alguém tão metódico,
só podia ser preciso,
na complexa
construção do futuro!
Amar-te
foi a aposta,
com as tuas mãos
sobre os meus olhos,
mansamente,
acomodando-me
nos teus braços
olhando a eternidade!