Mostrar mensagens com a etiqueta NATUREZA MORTA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta NATUREZA MORTA. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de junho de 2015

NATUREZA MORTA

Collado

NATUREZA MORTA

Brilham
os teus olhos azuis,
fundindo-se no regato,
pacato,
serpenteando mansamente
a nossa aldeia.
Os gomos de tangerina
num xarope de açúcar e canela
enfeitam o prato
esperando a boca,
seu destino.
A geleia vermelha de marmelo
desliza no pão de mistura,
saciando-nos na merenda
merecida
preparada pela avó Maria.
Uma luzinha no telhado,
é o quarto na mansarda,
onde tenho a minha cama.
Observatório improvisado
das noites estreladas
passando tu na estrada
balançando no vestido
de papoilas coloridas.
Cantigas desfiadas
em vagas
de saudade e ousadia.

terça-feira, 9 de abril de 2013

NATUREZA MORTA



NATUREZA MORTA

O prato era branco,
quadrado,
grande,
debruado a azul cobalto!
Bem no centro,
brilhava a ostra,
rugosa,
cheirando a mar!
E perguntei-me:
que raio faz esta ostra,
no centro,
de um prato vazio
cheirando a mar?
Comi a ostra
e o mar
inundou a minha boca,
e eu fui marinheiro,
barco, tempestade,
cantador do futuro!
Procurei soluções,
escorracei ladrões,
planeei caminhos
para este país falido,
em redor de um prato branco
com uma ostra rugosa,
no centro,
cheirando a mar!