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terça-feira, 2 de abril de 2019

PALAVRAS

José Gonzaléz Collado
PALAVRAS

Nascem palavras
no parapeito da janela,
vírgulas, pontos finais
e mais sinais.
Poderosas as palavras
querem mais,
uma frase impressa,
outra e outra
que se junta à primeira.
o texto vence a hesitação,
redime.
A luz turva tremelica,
a chuva lá fora é gelada,
o fogo da lareira
dizima o que senti
durante aquele dia.
Revejo o texto,
acho razoável a produção
nascida a partir da janela.

terça-feira, 13 de março de 2018

PALAVRAS


Collado
PALAVRAS  

Sou certeira, feita de palavras,
alinhadas em papel pardo,
em caderno fino de linhas paralelas,
em folha de jornal,
em guardanapo de papel,
no tampo de uma mesa,
se outra forma melhor não houvrr
para fazer acontecer o poema.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

PALAVRAS



 Artur Bual
PALAVRAS

Há dias assim:
a cabeça pesada,
o verbo não flui.
Congeladas as palavras,
envoltas em sombra,
dormindo sobre almofadas.
Acordo,
as pereiras frente ao quarto,
floridas em branco,
anunciam Primavera.
Dentro do quatto pequeno
soa uma música dolente,
nordestina, brasileira.
É a última cisma,
ouvir canções estrangeiras.
O vento forte
arrasta a portada da janela,
que bate, bate.
qual relógio antigo
contando as horas do dia.
O galo pedrês
dá ordens no galinheiro
às galinhas poedeiras.
As minhas mãos suadas
  sustentam a casa,
os sentimentos, pensamentos,
a vida.
Sem culpa pelas imperfeições
A custo, custando,
lá saem  as palavras,

engendra-se o poema.

terça-feira, 9 de junho de 2015

PALAVRAS


Collado

PALAVRAS

As palavras,
o encontro, o desencontro,
o descanso, o refúgio.
Um cavalo veloz
não parando nas portagens.
Um suspiro, uma reza,
candeia alumiando
o escuro de caminhos .
As palavras,
caem lentamente no papel,
escorrem, espalham-se,
conectam-se,
nasce a mensagem.
Perdem-se
entre o cérebro e a caneta,
de repente,
saltam para o último
raio de de sol
e fazem nascer o poema.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

PALAVRAS

Isolino Vaz
PALAVRAS

Sabem as palavras
a salvação,
falemos,
exibimos as palavras,
colemos cartazes,
grafitemos as entradas
dos edifícios do poder,
façamos saber
que odiamos  as mentiras
enredadas em meias verdades,
o facto é que nos estão
 a empobrecer!
Com todo este sacrifício,
e apesar dele,
não são as  medidas avulsas
do governo
que nos estão a valer!
Será o povão
que agora apático
se tornará trave mestra
votando em quem
substituirá no país
o que hoje nos faz perecer!