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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

SILÊNCIOS

Jordi
SILÊNCIOS

Noites e noites
sentados no sofá
em frente à televisão,
comemos amendoins
descascados,
refrescos de ananás e hortelã,
calados,
absolutamente calados,
esbugalhámos os olhos
à vida acontecida
na trama das novelas,
em silêncios,
cenários adaptados
a nós,
esgotadas que estão as palavras!
O infinito separa-nos,
à distância os pardais
batem desesperadamente as asas
para continuarem a voar!
Impávidos
não mudámos sequer de canal,
morreu-se-nos a ânsia
de continuar
a existir!

sábado, 30 de abril de 2011

QUERER

Entre dois sorvos de café,
o instante que estava à espera,
ali ao pé,
de algo incandescente,
ficou-se por um tímido sorriso
e pensou que era melhor
ter juízo,
e deixar as tentações
amarradas  a estrofes de poesia!
Mas o querer engenhoso
entrou pelo peito dentro
e fez finca pé,
deitou – se no meu sono
e fez – me sonhar contigo!