quinta-feira, 9 de junho de 2016

AMANHECER NA CIDADE

Collado

AMANHECER NA CIDADE  

De manhã,
antes do bulício da hora de ponta,
a cidade tem uma aura formidável.
A azáfama da limpeza das lojas,
dos cafés, dos restaurantes.
Descarrega-se os víveres.
Passam apressadas as carrejonas,
a caminho do Bolhão,
com braçadas de flores.
Os madrugadores escondem-se
no cinzento da cidade que acorda,
tomam calmamente
a torrada e a meia de leite,
Solta-se um cheiro a sopa
de abóbora e alho francês.
Uma gaivota plana
procurando no caixote de lixo aberto
algum resto que a satisfaça.
A cidade é outra pelas nove,
o trânsito intensifica-se,
os executivos dão início
á jornada de trabalho
em edifícios emblemáticos,
as comerciais abrem as boutiques
e alinham a oferta
em montras apelativas.
A hora que é mais aberta
pede bom trabalho
e prósperos negócios,

louvado seja.

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