quinta-feira, 28 de agosto de 2014

FAZEDOR DE POEMAS

Collado
FAZEDOR DE POEMAS

Escrevo o que ouço,
fragmentos de conversa
ouvidos à hora do café
nos estabelecimentos da baixa,
nas ruas apinhadas da cidade,
nas vozes agudas
das vendedeiras ambulantes!
Junto o puzzle
com peças dispersas,
a figura central é gente,
gente viva,
gente ardente
cantando o acontecer
visto das  velhas varandas
da cidade!
Falo da amizade,
da perspicácia,
da eternidade,
da morte
do fogaréu
que há muito acendeste
no meu peito!

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