terça-feira, 17 de julho de 2018

SÁBADO



SÁBADO

Sozinha,
tomando o café
pós almoço
na esplanada
de sempre.
As conversas
das mesas vizinhas
entrecruzam-se,
um ruído característico
de gente que fala alto
cola-se aos ouvidos.
Difícil ler o jornal,
as notícias destacadas,
folheio o Expresso,
meia alheia, meia longe.
A tarde está farrusca,
não tenho mensagem
no telemóvel,
as gaivotas encostam-se
no portal.
Há menos turistas,
ainda sobrará cidade
para as gentes do Porto
habitarem.

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