A areia fina
massajando os pés
na praia antiga
a que chamam Lavadores.
O sol queima corpo e alma.
Na linha curva
do horizonte
um barco espera
a estrada no porto de Leixões.
O anel de coral
colocado no dedo mindinho
roda e roda,
como o mundo à nora
sem rumo e sem voz.
A neblina desce pelo fim da
tarde,
escurece a lua cheia,
queda-se
molhando a paisagem,
afastando-me do mar.
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