Sê hoje o meu
lume,
a minha lenha,
a lareira, o
aconchego
nesta noite de tempestade.
Sê a luz a
entrar
na cama meia
desfeita,
o cobertor
quente
cobrindo frestas
da alma.
As orquidias
raras
no solitário
vermelho,
antigo, com memórias.
Sê os meus olhos
vendo além,
torna as horas
comuns
em
raios de eternidade.





